segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

RAFTING DO DIA 23 DE DEZEMBRO

No dia 23 de dezembro descemos o Rio de Contas com a família da Cláudia de Ilhéus, o rio estava com o nível d'água bem baixo, mas isso não tirou o animo da galera, que fizeram uma boa descida muito divertida...A tripulação remou muito bem...Valeu equipe BEIJA O BOTE ANDRÉ!!!
A turma estava animada para a descida.
Beija o bote André!!!
Corredeira do Funil - RIo de Contas BA
Canyon do Rio e Contas
Corredor Polonês - Classe III
Equipe...BEIJA O BOTE ANDRÉÉÉÉ!!!!
Fotos: Lucas Arcoverde - CrÔnic foto e video

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL


Que o Menino Jesus, com o seu infinito amor e bondade, guie o vosso bote e ilumine o vosso rio em uma enchente de felicidade e bençãos!! Amor, Paz e muita Felicidade - são os votos da DELTA RAFTING para estas Festas de Natal e Ano Novo.

TÉCNICAS DE RESGATE - ARREMESSO DE SACO




Esses vídeos explicam as diversas técnicas de arremessos de saco de resgate, usado pelos profissionais de rios para o resgate de praticantes de rafting e kaiak.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ITAIPÚ, O TÚMULO DAS SETE QUEDAS

O Salto de Sete Quedas era a maior cachoeira do mundo em volume de água, que desapareceu com a construção do lago da usina hidrelétrica de Itaipu.
No entanto resquícios dela reaparecem quando o nível de água da usina está baixo.
Apesar do nome, o Salto de Sete Quedas, era constituído por 19 cachoeiras principais, sendo agrupadas em sete quedas.
Recordistas mundiais em volume d'água, as Sete Quedas eram o principal atrativo turístico de Guaíra, cidade que, na época, chegou a ter 60 mil habitantes, rivalizando em importância com Foz do Iguaçu. Atualmente, a população desta cidade é inferior a 30 mil pessoas.
Vivia-se o regime militar e o presidente João Batista Figueiredo anunciou que nada poderia fazer por Sete Quedas, visto que a construção da hidrelétrica era mais importante.
O anúncio de destruição daquela paisagem levou milhares de turistas a Guaíra e em 17 de Janeiro de 1982, ocorreu a queda de uma das pontes utilizadas para as travessias de turistas e 32 pessoas morreram.
A investigação apontou para uma dupla causa: primeiro, a falta de cuidado com a manutenção das pontes sob a presunção de que em breve as Sete Quedas seriam inundadas; e depois, o aumento descontrolado da visitação, pois todos queriam ver os saltos antes de seu desaparecimento para a formação do lago de Itaipu.
De acordo com levantamentos altimétricos a primeira ponte - a do Saltinho - ficava a 204 metros acima do nível do mar, o que significa que o lago formado pela represa de Itaipú, ao atingir sua cota que é de 220 metros acima do nível do mar, deixaria esta ponte sob 16 metros abaixo d'água.
Em 13 de outubro de 1982, o fechamento das comportas do Canal de Desvio de Itaipu começava a sepultar, com as águas barrentas do lago artificial, um dos maiores espetáculos da face da Terra: as Sete Quedas do Rio Paraná ou "Saltos del Guaíra".


Sete Quedas atualmente.
Sete Quedas antes da barragem em 1982.
1ª e 2ª queda das Sete Quedas.
Inicio da sétima queda.
Uma das diversas pontes que cortavam o parque das Sete Quedas.
O impressionante volume d'água do rio Paraná
Corredeiras das Sete Quedas.
Sétima queda das Sete Quedas


"Sete Quedas por nós passaram,
E não soubemos, ah, não soubemos amá-las...
E todas sete foram mortas,
E todas sete somem no ar...
Sete fantasmas, sete crimes,
Dos vivos golpeando a vida,
Que nunca mais renascerá..."
(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 9 de dezembro de 2012

BOTE COM REMO CENTRAL E REMO DE POPA

Chama-se "remo central" quando sobre o bote é presa uma armação que permitirá o uso de remo de voga, ou seja, dois remos grandes apoiados em forquetas. Esta configuração permite que apenas um remador seja suficiente para controlar o bote. Se a armação for posicionada bem junto à popa, a expressão "central" perde um pouco o sentido, razão pela qual utilizamos no caso "remo de popa".
Bote com remo central ou de popa.
Apesar de introduzido no Brasil desde o princípio do rafting comercial no Rio de Janeiro (início dos anos 80), o uso do remo central ainda não se difundiu muito pelo restante do país.
Já os catarafts (invenção mais recente) são botes em forma de catamarã: dois tubos infláveis, unidos pela armação. São mais velozes, manobram melhor e furam com mais facilidade os refluxos.
Em contrapartida tem menor capacidade de carga e a armação é mais pesada do que a de um bote de comprimento equivalente.

Vantagens do uso de remo central ou de popa:
• O controle do bote é bem mais fácil. Fazendo com que o guia não dependa tanto dos turistas, aumentando a segurança em corredeiras fortes.
• É mais fácil de aprender a guiar.
• Particularmente a armação posicionada na popa, com o auxílio de mais dois remadores normais na proa, torna o bote bastante manobrável.
• É muito usado em expedições para levar a carga, que pode ser mais bem acondicionada.

Desvantagens:
• Maior quantidade de equipamento envolvido.
• É mais difícil desvirar o bote em caso de emborcar.
• Menor capacidade de passageiros para um mesmo tamanho de bote devido ao espaço ocupado pela armação, daí em geral ser considerada menos interessante comercialmente.


sábado, 8 de dezembro de 2012

NÓS

A exemplo dos marinheiros e caminhoneiros, a classe dos rafteiros também faz uso de alguns nós básicos.
Citaremos seis, de uso mais freqüente.


Lais de Guia.


Laçada de uso geral. Talvez o nó mais usado em marinharia. Sua principal vantagem é ser um nó fácil de desmanchar mesmo depois de muito apertado.



Escota dobrado

Para unir dois cabos, inclusive de tipos diferentes. Mais rápido de fazer e mais fácil de soltar que o pescador, porém não tão seguro.



Volta do Fiel
 Rápido e simples. Muito utilizado para amarrar o bote nos sarandis da margem.



Nó de Pescador
Utilizado para emendar dois cabos. É o nó escolhido quando se quer ter certeza de uma boa emenda. Difícil de desfazer. Não funciona bem quando os cabos a serem unidos são de diâmetros diferentes.




Nó de Caminhoneiro
Muito utilizado para amarrar os botes no reboque. Depois de bem dominado vicia: utiliza-se até para apertar varal de roupa.



Prusik
Nó blocante muito utilizado em alpinismo e emprestado ao rafting dentro do esquema para desencalhar um bote que abraçou uma pedra




sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

TÉCNICAS BÁSICAS DE SEGURANÇA E RESGATE

Nadando em corredeiras
Há dois modos básicos: se deixar levar na clássica posição "pés para frente e bem próximos a superfície" ou assumir uma posição mais ativa e realmente nadar para um local seguro.
O primeiro modo funciona bem em corredeiras rasas e que logo terminam num poço tranqüilo mais na frente. O importante é literalmente deitar-se na água e se manter o mais na superfície possível evitando o risco de se machucar e de se engatar em possíveis obstáculos do fundo (é melhor bater a bunda que as canelas). Não tente ficar em pé e sair andando enquanto não estiver em
águas realmente quase calmas. Olhe para frente, procurando identificar possíveis obstáculos.
O segundo modo funciona melhor em quase todos os outros casos com a ressalva que turistas em geral não sabem identificar "locais seguros" para onde nadar! Em rios com corredeiras contínuas ou muito volume d'água, se deixarmos passivamente que a água nos leve vamos acabar caindo em todas as corredeiras do caminho até chegarmos ao oceano. É o caso então de realmente nadarmos, estilo crawl ou peito, em direção a margem ou a algum remanso por menor que seja. Se no caminho percebermos que está ficando raso, então botamos os pés para frente até a situação melhorar e depois nadamos novamente. É preciso cuidar para economizar energia. Não se afobar à toa e guardar fôlego para quando preciso. Relaxa...
Em refluxos
A situação de ficar preso em um refluxo tomando seguidos caldos não é nada agradável.
Calma é essencial. Enquanto estiver na superfície, tente nadar para um dos lados. Se não sair por aí, tente o outro lado. Se ficar evidente que não dá para sair por cima, tente mergulhar e alcançar a água que solta pelo fundo do rio. Na maioria das vezes a própria água faz isto por você. O mais importante
nesta hora é manter a calma para não desperdiçar forças e respirar apenas nos momentos que estiver na superfície! Relaxa...
Em redemoinhos
Se estiver nadando em uma corredeira com grande volume de água pode se preparar para enfrentá-los nas linhas que dividem o canal principal dos remansos assim como ao final das corredeiras, antes de acalmar.
Redemoinhos grandes costumam puxar suas vítimas para as profundezas, mesmo que estas estejam vestindo dois ou três coletes salva-vidas. Entretanto logo soltam de volta para a superfície.
Relaxa...
Quanto a galhos
Nade para longe! Galhos são como uma rede: deixam a água passar mas o mantém preso.
Se realmente não tiver jeito e você for de encontro a troncos, árvores, etc; bote as pernas para trás e nade crawl na direção dos mesmos. A técnica pode parecer suicida, mas a idéia é pegar velocidade e pular por sobre o obstáculo com o auxílio das mãos.
Modo bola
Um terceiro modo de "sobreviver" a corredeiras é encolher as pernas e fechar-se em posição fetal evitando assim o risco de se engatar em obstáculos do fundo. Esta posição é particularmente recomendada quando se vai cair em um salto, por exemplo.
Subindo no bote
É algo que parece simples, mas também requer seu jeitinho.
Segura-se no cabo lateral ou nas alças com as duas mãos, um pouco mais afastadas que a largura dos ombros. Pernas para trás, pés o mais na superfície possível (corpo na horizontal, não na vertical). Esticam-se os braços para pegar impulso e sobe-se sem soltar as mãos do cabo, estendendo-se os braços para baixo. Com o tórax já quase em cima, batem-se as pernas na água para ajudar, num movimento tipo "golfinho".
Se você estiver agarrado rio acima, será mais difícil que rio abaixo, pois a correnteza tende a empurrar suas pernas para baixo do bote, dificultando o impulso.
Desvirando
O guia deve sempre levar consigo uma fita com um mosquetão na ponta. Ela é levada presa na cintura ou no bolso do colete. No bolso, se houver um, além de ser mais rápido de sacá-la é mais seguro.
Teoricamente é coisa simples: sobe-se no bote, saca-se a fita, engata-se no cabo lateral e fazendo-se peso para trás desvira-se o bote.